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| Albert Gleizer |
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| Anita Malfatti |
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| Pablo Picasso |
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| Auto Retrato, Picasso |
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| Roger de La Fresnaye |
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| Juarez Machado |
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| Juarez Machado |
![]() Roger de La Fresnaye |
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Anita Malfatti foi uma pintora, de fato, talentosa, mas o que muitos não sabem sobre ela, é que ela representou bem mais do que isso. Para dedicar-se às Artes Plásticas, Anita teve de vencer o desafio de uma artrose deformante e condicionar a sua mão esquerda para aprender a pintar. Anita Malfatti foi um exemplo de superação em muitas situações na vida. E um detalhe: ela teve de fazer isso, ainda criança, quando começou a ter suas primeiras aulas de arte, com cerca de nove anos de idade.
Filha de imigrantes, um italiano e uma norte-americana, Anita nasceu em 1889, no dia 02 de dezembro, e logo se percebeu que tinha uma atrofia causada pela artrose, que atingiu o braço e mão direita, causando paralisia, mas que com a perseverança que tinha e a ajuda que obteve através de aulas com Mrs. Browne, Márcia P. Browne, que foi uma educadora americana que veio à São Paulo, a convite de Horacio Lani, a pedido de Caetano de Campos, com a finalidade de organizar o ensino primário numa escola americana, anexa ao Colégio Mackenzie. Ao que parece, a instrutora Marcia, foi quem ministrou-lhe aulas e lhe ensinou a dominar o movimento da mão esquerda, embora sendo ainda uma criança, foi incentivando Anita a continuar almejando seus interessses artísticos.
Anita iniciou seus estudos em 1897, em 1903 foi para a Escola Americana e enfim, seguiu seus estudos até a formatura de normalista em 1906 no Colégio Mackenzie. Um período pós a morte de seu pai, Samuelle Malfatti, sua mãe, Elizabeth Krug, precisou dar aulas particulares de idioma (inglês) e de pintura, sob a orientação de um pintor conhecido da família, chamado Carlo de Servi e de cuidar de um parente acamado (sua avó), restando-lhes poucos recursos para que ela conseguisse ir à Paris, seu sonho, e estudar Arte, nesta época, Miss Browne já não se encontrava no Brasil, pois, havia retornado aos Estados Unidos. E foi com a mãe, pois Anita acompanhava as aulas que tomavam a maior parte de seu tempo, que Anita entrou com firme pé, no mundo das artes plásticas.
Sem desistir e com ajuda de próximos, amigas de colégio que iam estudar música na Europa, e de seu tio, George Krug, que financiou a viagem, Anita viajou para a Alemanha, e lá, recebeu a sugestão para estudar no ateliê do artista pintor Fritz Burger, um retratista que dominava a técnica pontilhista ou divisionista. Foi o primeiro mestre alemão de Anita. Nessa época ela ingressou na Academia de Belas Artes de Berlim. e acabou sendo aluna de outro pintor renomado, Lovis Corinth.
Então, em 1913, inicia as suas aulas com o professor Ernst Bischoff-Culm, que era da mesma escola de Corinth. Com a instabilidade social-política, que era o prénuncio da guerra de 1914, a tempo, Anita Malfatti resolve deixar Berlim e indo rapidamente à Paris, volta ao Brasil. Quando eclodiu a guerra, em 1914, Anita tinha 24 anos. Sem condições financeiras e não querendo abandonar as Artes, montou no dia 23 de maio de 1914, uma exposição com obras de sua autoria, exposição essa que ficou aberta até meados de junho. Como suas obras não haviam sido do agrado do senador brasileiro do qual dependia para uma bolsa de estudos, e com o estouro da guerra na Europa, o tio, mais uma vez, a embarca para os Estados Unidos, e em 1915, ela começa na tradicional Art Student's League.
Daí para diante, mesmo com os percalços da guerra, causando dificuldades em todo o mundo, e dificultando as locomoções entre países estrangeuros, Anita deu prosseguimento a sua jornada como artista.
Mas foi em 1917, dois anos depois, que Anita reuniu 53 obras suas e com forte tendência expressionista, herança do que estudou e viu na Europa, almejando com o evento, expor individualmente em São Paulo, no que intitulou o evento de “Exposição de Pintura Moderna Anita Malfatti”. Porém, foi em 1922, participou de outro evento, a Semana de Arte Moderna do Brasil, onde, nesta exposição que tornou-se um marco do movimento modernista no Brasil, consagrou definitivamente o seu trabalho.
A Semana de Arte Moderna, que ficou famosa mundialmente como a Semana de 22, chocou muitas pessoas, na verdade, as de mentalidade provinciana que, de certa maneira, não estavam preparadas para compreender a inovação estética expressa na arte dos artistas modernistas. E com isso, a crítica foi impiedosa, mas como sempre, o mundo tem que caminhar e tornou-se o início de uma marcante parte da História da Arte no Brasil e um evento que hoje faz parte do ensino das Belas Artes no mundo inteiro, ao se citar a Arte no Brasil, e como foram muitos movimentos rechaçados pelos "cínicos" de arte, aqueles que viviam de ganhar dinheiro explorando artistas, mas que de arte nada mesmo entendiam, pois não faziam arte, em sua maioria.
Um dos críticos azedos de seu trabalho, foi o escritor Monteiro Lobato, que, depois de visitar a exposição, publicou no jornal “O Estado de São Paulo” o artigo intitulado “Paranoia ou mistificação?”, no qual critica as obras da artista, e tão logo, seu argumento foi rebatido por Oswald de Andrade.
Pessoalmente, considero paranóia ou mistificação "O Sítio di Pica-Pau Amarelo", que apesar de baseado em lendas, causos e crendices do povo brasileiro, é bem mais surreal que qualquer obra pintada e exposta na Semana de 22. Acho interessante as críticas vindas de certos colegas de notoriedade. Suas palavras e análises parecem carregadas de uma só coisa: a maldade vinda da inveja.
Mais tarde, Anita realizou seu sonho de estudar Artes na França, pois em 1923, Anita ganhou uma bolsa para estudar em Paris. Em Paris, Anita conheceu alguns importantes pintores como o cubista Fernand Léger (1881-1955) e o impressionista Henri Matisse (1869 - 1954) entre outros do movimento modernista.
De volta ao Brasil, ao lado de Mario de Andrade, Tarsila do Amaral, Oswald de Andrade e Menotti del Picchia, formaram o “Grupo dos Cinco", que defendiam as ideias e a importância da Semana de Arte Moderna como um divisor de águas na cultura das Artes Plásticas e do comportamento no Brasil.
Dentre as suas obras mais conhecidas do público e expostas, estão:
O Homem Amarelo, pintado em 1915.
Auto-Retrato, de 1922.
O Burrinho Correndo, de 1909 (nesta ocasião, numa fase entre naturalismo e impressionismo, Anita assinava como "Babynha", seu apelido. A partir de 1914, passou a assinar seu próprio nome).
Retrato de Fernanda de Castro, 1922.
Tropical, de 1917
Retrato de Mario de Andrade, 1921.
Foto da artista, Anita Malfatti,
Pintor, desenhista, gravador, ilustrador, caricaturista e poeta, Augusto Rodrigues nasceu em Recife em 1913 e realizou sua primeira exposição individual em 1933, em Recife. Seus trabalhos, ligados ao desenho são os de maior repercussão nas artes, mas em qualquer de seus trabalhos existia lirismo, harmonia e beleza no traço.
Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1935, indo trabalhar com Percy Lau, e como ilustrador em jornais, e em 1948, fundou a Escolinha de Arte do Brasil (EAB), na Biblioteca Castro Alves. A escola não era acadêmica, tinha a liberdade para criação e era frequentada por jovens e crianças, que aprendiam a se expressar através na arte usando papéis. Essa idéia da escola não convencional, foi idealizada por Augusto porque desde cedo como todo artista, ele percebia as coisas de modo expresso.
Augusto recordava sua infância e juventude, explicando aos seus ouvintes que, "no fundo eu me formei na rua, em contato com as pessoas, evidentemente passando por uma escola. A minha primeira escola foi uma experiência muito triste porque não só eu me via impossibilitado de me movimentar, de falar, de viver, como também olhava as outras crianças impedidas igualmente de se expressarem. A escola era sombria, era triste, a professora também era sombria, e eu sentia uma preocupação, uma tensão dessa professora de imprimir nas crianças coisas que não tinham nenhum sentido para elas. Nós teríamos que aprender o que interessava a ela ensinar e teríamos que abdicar aquilo que era fundamental para nós, que era brincar".
Em 1953 recebeu um prêmio por seus trabalhos apresentados no Salão Brasileiro de Arte Moderna e viajou pelos países europeus durante o período de 1955 e 1956. O contato com arte européia foi de grande valia para a expansão da sua expressão. E em 1960, fundou e tornou-se o primeiro presidente da Associação dos Artistas Plásticos Contemporâneos ( o Arco).
Na década de 1980, escreveu seu primeiro livro "A Fé entre os Desencantos". Recebeu vários prêmios bem significativos para sua carreira: a Medalha Anchieta, da Prefeitura da cidade do Rio de Janeiro (1982); a Medalha do Mérito da Fundação Joaquim Nabuco de Pesquisa Social de Pernambuco (1982); a Medalha Pernambucana do Mérito, Classe Ouro, do governo do Estado de Pernambuco (1986) e o título de Doutor Honoris Causa, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (1988). Em 1980, ainda nesta década, participou da fundação do Museu do Desenho e Gravura, de Itajaí (SC), doando seu acervo de gravuras e desenhos de artistas e estrangeiros. Em 1982, em Florianópolis (SC), participou da organização da Oficina de Desenho e Gravura do Museu de Florianópolis que recebeu o nome Atelier Livre de Gravura Augusto Rodrigues.
Na década de 1990, foi eleito Presidente de Honra do Colloque Homme, Santé, Tropique, da Universidade de Poitiers (1990); foi lançado em Recife (PE) o livro com sua biografia: Augusto Rodrigues: o Artista e a Arte, Poeticamente, de Rosza W. Vel. Zoladz, da Editora Civilização Brasileira, na Escolinha de Arte do Recife (1991); foi homenageado no 6º Congresso Nacional da Federação de Arte-Educação do Brasil (Confaeb), na Universidade Federal e na Universidade Católica de Pernambuco (1993); e a ele foi entregue a Medalha Comemorativa Augusto Rodrigues na Casa Rui Barbosa, no Rio de Janeiro. É notório que a EAB fez a diferença na carreira de Augusto, como educador.
A Sociedade Pestalozzi, escola para educação de crianças especiais, a contribuição de Augusto Rodrigues se deu quando se tornou professor de crianças e de adultos. As crianças aprenderam, assim como ele, que a atividade artística pode ser u, maravilhoso e excepcional motivo de estudo.
Alguns trabalhos de Augusto Rodrigues ainda podem ser encontrados em casas de leilão e galerias de arte.

Augusto Rodrigues, trabalhando.
Cabeça de Mulher, 1973.
Cabeça de Mulher, 1969



O artista plástico Aldemir Martins, nasceu em 8 de novembro de 1922, na pequena cidade da região do Vale do Carirí, em Aurora, Estado do Ceará. Ele também, como muitos artistas, foi ilustrador, pintor e escultor autodidata, de grande renome e fama no país e exterior.
Aldemir, filho de Miguel de Souza Martins e Raimunda Costa Martins, era autodidata e iniciou cedo seu interesse pelas Artes. Seu pai era encarregado de construção de estradas de ferro na Rede Viação Cearense. A família se mudou várias vezes durante sua infância. Quando se estabeleceram no município de Pacatuba, próximo à Fortaleza, quando Aldemir tinha, cerca de 11 ou 12 anos.
Em 1942 expõe, pela primeira vez, no II Salão de Pintura do Ceará. Neste período passa a trabalhar, como ilustrador para jornais, revistas e livros e em 1945, ele se muda para o Rio de Janeiro, onde participa de uma coletiva na Galeria Askanasi e do Salão Nacional de Belas Artes. Um ano depois muda-se para São Paulo, onde realiza sua primeira exposição individual, na seção paulista do Instituto de Arquitetos do Brasil. Retoma sua atividade nos jornais com ilustrações para a coluna "Bairros na Berlinda" que era publicada pelo Correio Paulistano. O artista participa de várias bienais, mas foi em 1955, que ele realiza a sua exposição no Vº Salão Baiano de Artes Plásticas, em Salvador, Bahia, onde recebe a Medalha de Ouro.
Nesta época Aldemir inicia a pintura de uma série de painéis. Pinta o painel do bar "O Cangaceiro", no Rio de Janeiro, que se tornaria reduto da boemia carioca, frequentado por pintores, jornalistas e escritores da época, entre eles Dorival Caymmi e Ary Barroso.
Entre tantas outras atividades e exposições, em 1958, Aldemir é convidado para executar dois painéis para o Aeroporto de Congonhas, pintando-os sobre as paredes da ala Internacional. Anos depois esses painéis se deterioraram e, apesar de Aldemir ter se proposto a restaurá-los, de graça, terminaram destruídos e o Departamento de Aviação Civil mandou pintar as paredes onde eles estavam...
Ainda em 1958, recebeu o Prêmio Jabotí por Melhor Capa de Livro do Ano, atribuído pela Câmara Brasileira do Livro, pela capa de "História do Modernismo Brasileiro, Antecedentes da Semana de Arte Moderna". Neste ano também nasce sua filha, em 24 de novembro, Mariana Pabst Martins, fruto de sua união com Cora Pabst. Em 1959, recebe o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Arte Moderna e permanece por dois anos na Itália.
Fez desenhos em nanquim que serviram para estampar objetos e tecidos de decoração, e seus gatos, foram uma série conhecida em todo o Brasil que foi admirada em todo o mundo.
Em 2005, na exposição, "Sete décadas de Sucessos Artísticos", dos anos 1945 a 2005, o MASP inaugura esta exposição retrospectiva de Aldemir Martins e promove o lançamento do livro do pintor e gravador brasileiro, conhecido pelos seus temas do nordeste, animais e mulheres. Seu trabalho artístico alcancou o público da Europa e Américas e a beleza de suas cores tornou sua obra inesquecível. A retrospectiva de um dos artista brasileiro vivo, foi uma homenagem do Masp a Aldemir Martins, por suas sete décadas de produção artística. Aldemir faleceu em 5 de fevereiro de 2006 aos 83 anos.
Aldemir Martins
O 'Gato Vermelho', obra de 1995 de Aldemir Martins.
Jacob-Abraham-Camille Pissarro, nasceu 10 de julho de 1830 em Charlotte Amalie, St. Thomas, nas Indias Ocidentais Dnamarquesas (hoje, American Virgin Islands) sendo filho de Abraham Gabriel Pissarro, um judeu sefardita português, e Rachel Manzana-Pomie, oriunda da República Dominicana. Ambos sofreram perseguição durante a Inquisição promovida pela Igreja Catolica Romana.
Pissarro morou em St. Thomas até os 12 anos de idade, quando foi para um internato em Paris. Ele voltou para St. Thomas, onde desenhou em seu tempo livre. Pissarro foi atraído pela anarquia política, uma atração que pode ter se originado durante seus anos em St. Thomas e devido ao sofrimento dos pais e demais perseguidos pelos católicos.
Tomar conta do negócio da família, algum tempo depois, dedicou-se muito mais pela sua paixão pela pintura, o que causou-lhe uma grande mudança de vida: no ano de 1852 conheceu o pintor dinamarquês, Fritz Melbye e obteve a oportunidade de concretizar o seu sonho, quando então, surgiu com um convite para acompanhar uma expedição de Fritz Melbye, enviado pelo governo das Antilhas Dinamarquesas, para estudar a fauna e a flora da Venezuela, na América do Sul, onde o pintor passou dois anos, retratando as belezas da fauna e flora. Sua paz chegou aos 23 anos, quando em 1855, ele já estava em Paris com ajuda de Anton Melbye, tentando iniciar a sua carreira artística.
O jovem Pisarro fascinou-se com as telas de Camille Corot e iniciou amizade com Paul Cézanne, Claude Monet, Charles-François Daubigny, entre outros pintores impressionistas.
Com Monet passou a sair para pintar ao ar livre, em Pontoise e Louvenciennes e em 1861 casou com Julie Vellay, com quem teve oito filhos. Pisarro faleceu em 1903, em 13 de novembro, aos 73 anos.
Boulevard, Montmartre
Pintura em aquarela de trabalhadores campesinos
Le pont neuf aprés midi de pluie
Camille Pisarro
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Franz Marc |